segunda-feira, 22 de maio de 2017

FELIZ DIA DO ABRAÇO: VAMOS RIR JUNTOS


14 ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO AÉCIO, O PSDB E SEUS ALIADOS.

 

São muitos os escândalos de corrupção que lançam suspeitas não apenas sobre o candidato Aécio Neves, mas também sobre seus colegas tucanos e aliados.

 

 E PEDRO TAQUES NÃO SABIA?

 

O candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, se apresenta como o candidato da ética e da moralidade, mas são muitos os escândalos de corrupção que lançam suspeitas não apenas sobre ele, mas também sobre seus colegas tucanos e aliados. Escândalos esses em torno dos quais o PSDB opera para que não tenham  destaque da mídia e não sejam investigados. Confira aqui 14 deles:

Carta Maior

1 – Escândalo da Petrobrás: valor ainda não contabilizado

O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, adora criticar a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, pelo suposto envolvimento de petistas no escândalo da Petrobrás. As investigações, entretanto, apontam também para o possível envolvimento de lideranças tucanas. Em depoimento, o ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, afirmou ter pago propina ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que morreu este ano, para ele ajudar a esvaziar uma CPI criada em 2009 para investigar a Petrobrás.

JÁ DEU PARA ENTENDER POR QUE DERRUBARAM DILMA?


O casamento entre Cunha e Aécio era movido, agora se sabe, por propósitos puramente criminais. Andrea, a irmã de Aécio, chegou a oferecer a presidência da Vale ao empresário Joesley Batista por nada menos que R$ 40 milhões. Aécio era tão guloso em sua demanda financeira que Joesley chegou a pedir "pelo amor de Deus" para que ele parasse de pedir dinheiro


 Eduardo Cunha, que virou presidente da Câmara comprando deputados, usava sua bancada para tentar extorquir o governo da presidente Dilma Rousseff; Michel Temer, beneficiário do golpe de Cunha, está nu e foi revelado ao País como um profissional da arrecadação de propinas; as delações da Odebrecht e da JBS também confirmaram que Dilma demitiu um operador de Temer e reduziu pela metade o contrato de uma megapropina para o PMDB; além dos dois, Aécio Neves era também um profissional do crime – a tal ponto que Joesley Batista chegou a pedir "pelo amor de Deus" para que ele parasse de pedir dinheiro; Dilma fez de tudo para não se render à bandidagem e caiu; ainda assim, mesmo depois de golpeada, ela seguiu altiva e mandou avisar que a luta pela reconquista da democracia não tem data para acabar; a questão, agora, é: quando o Brasil irá pedir desculpas a ela?



A pedagogia de um golpe. Essa poderia ser a narrativa dos últimos doze meses no Brasil.

Há pouco mais de um ano, quando o escritor português Miguel Sousa Tavares definiu a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff como uma "assembleia de bandidos presidida por um bandido", muitos se recusavam a acreditar numa definição tão óbvia e tão precisa.

Foi preciso que os golpistas fossem caindo, um a um, para que a verdade viesse à tona.

O primeiro a tombar foi Eduardo Cunha, hoje condenado a mais de 15 anos de prisão, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Pelas delações da JBS, já se sabe que Cunha recebeu propinas para sair comprando deputados – parlamentares que lhe foram fiéis na fatídica votação de 17 de abril de 2016.

Com sua bancada, alimentada por um mensalão particular, Cunha tentava extorquir o governo federal.

Dilma, na medida do possível, resistia.

A tal ponto que, já no seu primeiro mandato, trocou todos os diretores da Petrobras que acabaram presos em Curitiba, como Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada – este, homem de confiança do PMDB na área internacional da estatal. Nesta diretoria específica, ela reduziu em mais de 40% um contrato que renderia uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, segundo ficou acertado numa reunião presidida por Michel Temer (leia mais aqui).

Pelas delações da JBS, soube-se também que, em seu primeiro mandato, Dilma demitiu Wagner Rossi, que atuava como arrecadador de propinas para Temer (leia mais aqui), assim como demitiu outros notórios personagens da "turma do Michel", como Moreira Franco, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima.

O caso Aécio

Ao seu modo, Dilma foi conseguindo conter o apetite criminal do PMDB, mal necessário para lhe garantir a governabilidade. O barco começou a virar quando Cunha, graças a sua bancada mensaleira, conseguiu se eleger presidente da Câmara dos Deputados, para, em seguida, se aliar ao senador (hoje afastado) Aécio Neves (PSDB-MG), um derrotado ressentido que, de repente, se viu sem nenhuma máquina política nas mãos, uma vez que perdera não só a presidência da República, como também o governo de Minas Gerais.

O casamento entre Cunha e Aécio era movido, agora se sabe, por propósitos puramente criminais. Andrea, a irmã de Aécio, chegou a oferecer a presidência da Vale ao empresário Joesley Batista por nada menos que R$ 40 milhões. Aécio era tão guloso em sua demanda financeira que Joesley chegou a pedir "pelo amor de Deus" para que ele parasse de pedir dinheiro (leia mais aqui).

E foi Aécio quem contratou Janaina Paschoal, por R$ 45 mil, para que ela fizesse o parecer das chamadas "pedaladas fiscais", que foi o pretexto para jogar o Brasil no precipício. Golpeada a democracia, o Brasil passou a ser governado, sem nenhum tipo de moderação, por uma verdadeira quadrilha. No governo federal, já há nove ministros investigados e, nos próximos dias, o próprio ocupante da presidência será investigado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa – fato inédito na história brasileira.

O responsável por essa tragédia, Aécio Neves, caiu em desgraça e até sua contratada Janaina Paschoal hoje pede sua prisão (leia aqui).

A luta permanente pela democracia

Mesmo golpeada por delinquentes, Dilma Rousseff se manteve de cabeça erguida. Rodou o mundo, denunciando o golpe, enquanto Temer, que usurpou sua presidência, não conseguiu colocar os pés na rua. Viveu trancado em palácios, protegido pelo silêncio de uma mídia decadente que, depois de apoiar o golpe militar de 1964, não se redimiu do passado e se associou ao golpe parlamentar de 2016.

Embora Temer esteja nos seus estertores, o golpe ainda não chegou ao fim – e não se sabe se, após a inevitável queda do presidente-golpista, o Brasil terá um reencontro com a democracia pela via das eleições diretas ou se haverá um pacto oligárquico que preserve o atual status quo, após o sacrifício de um usurpador que se tornou pesado demais para ser carregado.

Mas o Brasil ainda deve um pedido de desculpas a Dilma: a presidente que caiu porque tentou resistir à bandidagem que hoje governa o Brasil.

PS: E antes que se diga "ah, mas e os R$ 150 milhões no exterior da JBS para Lula e Dilma", a própria Globo já se retratou (leia mais aqui). 

Fonte Brasil 247


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domingo, 21 de maio de 2017

UM ESPIÃO MUITO ATRAPALHADO


Não é a primeira vez que esse tipo de informação sobre arapongagem é veiculada, mas o engraçado foi a conduta dos “espiões atrapalhados” no caso denunciado. Trataram relação de político com ex-namorada como se fosse um assunto de estado, e emitiram nota fiscal na compra de equipamentos para grampear “bobó cheira-cheira”. Bem, isto se parece com um episódio do hilário Agente 86 (Don Adams, 1960), aquele que se comunicava usando um sapatofone. Me faz lembrar também dos golpistas, de 1964, que, por um período, desgovernou o país com uma junta de militares que ficou conhecida como os três patetas.




 RD News

Por Antonio Cavalcante Filho 


O episódio dos grampos criminosos em Mato Grosso, projetado e realizado por agentes públicos pagos com recursos do povo, tem repercutido mais do que eu imaginava, mas a notícia não surpreende a quem acompanha, de perto, as relações políticas e de poder nesse meu Estado varonil. Ora, um político de início de carreira, que se elege por um partido da base de sustentação de um governo reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão social (2003-2014), nunca visto em nossa história, e, de repente, se debanda para o outro lado, o antissocial, o retrógrado, o das aventuras golpistas e corruptas, vamos esperar o quê?

Não é a primeira vez que esse tipo de informação sobre arapongagem é veiculada, mas o engraçado foi a conduta dos “espiões atrapalhados” no caso denunciado. Trataram relação de político com ex-namorada como se fosse um assunto de estado, e emitiram nota fiscal na compra de equipamentos para grampear “bobó cheira-cheira”. Bem, isto se parece com um episódio do hilário Agente 86 (Don Adams, 1960), aquele que se comunicava usando um sapatofone. E, como se trata de um crime que envolve a gestão de um governador que aderiu ao golpe midiático-parlamentar-judicial, apelidado de impeachment, me faz lembrar também dos golpistas, de 1964, que, por um período, desgovernou o país com uma junta de militares que ficou conhecida como os três patetas.

Do senhor Pedro Taques resta pouco a dizer, apenas repetir que desvoto (anulo o voto) a confiança nele depositada. Vê-lo envolvido em mais esse enredo não me impressiona em nada, pois já se tornou um ás em fazer lambanças e descumprir promessas. Somente em 2016, Taques fez 17 mudanças no seu secretariado e outras tantas em 2017. Lembro que na campanha ao Senado, em 2010, discursava sobre um “MT 100% roubado”, ao tratar do “Escândalo dos Maquinários”. Fechadas as urnas, reuniu-se com um amigo “maggico” para um convescote na fazenda deste, e nunca mais tocou no assunto das máquinas superfaturadas.

Ficaria surpreso, caso Taques se ajoelhasse numa igreja e pedisse perdão ao Criador e ao povo mato-grossense pelo incentivo dado ao golpe que jogou o Brasil numa ribanceira, caminhando de costas para um precipício, ferindo de morte a democracia. (Enquanto escrevo esse texto vejo que o índice Bovespa abre em queda de 10%). Me surpreenderia também se ele tivesse um momento de lucidez e confessasse como se deu a tramoia na Seduc, e porque os empresários e o ex-secretário tinham tanto poder. Ficaria abismado se ele explicasse ainda porque transforma um rico Estado, como Mato Grosso, em um mendigo político, ficando a reboque do tucanato bandeirante.

Como a minha idade não permite crença em duendes, fico esperando que Taques cumpra o “restinho de mandato” de governador que, com o meu voto, o ajudei a conquistar e que saia de cena de fininho, encerrando sua malograda carreira, sem causar maiores danos do que aqueles que já foram feitos. A ele não desejo impeachment, ainda que o aprendiz de feiticeiro tenha praticado coisas bem piores que as “pedaladas” da presidenta Dilma Rousseff. Uma cassação do governador a essa altura poderia deflagrar uma crise de governança por aqui, e já basta os inúmeros problemas que temos no país, que ele, Pedro Taques, com suas “trapalhadas” contribuiu para criar ao se debandar para as fileiras dos golpistas corruptos, antipovo e lesa-pátria.

Mas acho justo se Pedro Taques saísse da história política do nosso Estado pela porta dos fundos, assim como já está acontecendo com o seu padrinho político que avalizou sua filiação no PSDB, Aécio Neves, o mais delatado e o mais chato dos propineiros, o usurpador Michel Temer o maior corrupto da história do Brasil e o achacador da República Eduardo Cunha, todos eles responsáveis pela destruição da nossa economia, que deixou milhões de desempregados e que arrasaram a imagem do Brasil no plano internacional. Mas quem iria cassá-lo? Essa Assembleia de “caititus” que protegeu José Riva por tanto tempo?

Voltando aos grampos dos atrapalhados (no plural), o que mais me impressiona é o esquema de grampo “paralelo”, com equipamentos comprados diretamente pelos espiões hilários, e aqueles outros (da denúncia levada ao Procurador-Geral da República) que eram feitos mediante ordem judicial “enxertada”. Nesse caso, os pedidos de grampo foram feitos em processos de comarcas como Sinop, Cáceres e Cuiabá, e a tática era inflar a lista dos alvos das escutas.

Há coisas, sobre grampos “por fora”, sem ludibriar juiz para “esquentar”, que ainda virão à tona.

O Tribunal de Justiça reagiu de imediato, auditando todas as interceptações telefônicas e telemáticas já autorizadas, temendo pelo pior, mas dando satisfação à sociedade. Outra coisa não poderia se esperar de pessoas do porte de Rui Ramos e Maria Aparecida Ribeiro, respectivamente, presidente do TJ e Corregedora-Geral, bons gestores e excelentes magistrados.

O Ministério Público estadual ainda está patinando, uma vez que o assunto já havia sido levado ao GAECO (Grupo de Combate ao Crime Organizado), e nem mesmo a qualidade do “denunciante”, um dos mais experientes promotores de Justiça do Estado, serviu de motivação para investigar os potenciais delitos. A bola “quicou” na frente do MP e ele não chutou para o gol, perdendo uma chance de justificar para a torcida os altos salários recebidos por seus membros!

Ainda em relação à Assembleia Legislativa, cujo colegiado não tem produzido muita coisa edificante para a sociedade, no episódio dos grampos criminosos foi “mais do mesmo”. Ainda que uma deputada estadual fosse alvo do delito de interceptação criminosa, não se pode esperar algo decente de um parlamento que passou quase três anos discutindo inutilmenteo VLT, as obras da Copa do Mundo e os incentivos fiscais, mas somente jogou para a plateia. Nada de produtivo se viu nesses dois anos e meio de período legislativo, nenhum resultado tangível.

“Até” a Câmara dos Deputados, onde mais de 60% dos seus parlamentares têm pendências na Justiça, já instaurou, em Brasília, uma investigação sobre as graves revelações, e já começa a ouvir os implicados, a começar pelos bravos denunciantes da grampolândia. É possível que a Comissão Especial peça o indiciamento dos espiões atrapalhados e talvez se pronuncie pelo afastamento de agentes políticos.

Acho que os deputados federais devem fazer isso mesmo, porque se depender das autoridades de Mato Grosso, essa história dos grampos criminosos se resumirá a condenação de um ou outro “reco”, e o perdão aos “capos”. A não ser que haja uma delação premiada a caminho.

Antonio Cavalcante Filho é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD Nws


ESCUTAS ILEGAIS 

O advogado Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques, deixou a Casa Civil para defender o primo em processo de grampos




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O país que se tornou o lar dos canalhas


O Brasil hoje é tão simplesmente o refúgio dos canalhas, a fonte de onde brotam o escárnio, a hipocrisia e o cinismo. Um aconchegante lar para larápios, escroques e bandoleiros de variados tipos. Uma vergonha universal, um escárnio a toda ideia de civilização. 




Por Carlos Motta

Durante décadas o Brasil foi o país do carnaval, o país do futebol, o país das praias e mulatas, o país do futuro, o gigante bobo.

E também o país da desigualdade, o país da violência no campo e na cidade, o país da miséria, o país da ignorância. 

O ninho dos oportunistas, o lar dos especuladores, o berço dos aproveitadores. 

Até que, durante uma década, o Brasil fez um esforço para superar aquilo que o notável cronista Nelson Rodrigues diagnosticou como "complexo de vira-lata", o irresistível desejo de se autodepreciar, de se mostrar sempre inferior aos outros, em todas as áreas. 

Aos poucos, o mundo foi vendo um outro Brasil, mais sério, mais otimista, mais criativo, mais competente na tarefa de levar a sua população a viver com menos dificuldades, a realizar seus sonhos e não abandonar a esperança de possibilitar a seus filhos um conforto que não teve. 

O mundo começou a respeitar esse imenso país, de inesgotáveis riquezas, e a ouvir o que ele tinha a dizer a respeito da convivência pacífica e do desenvolvimento equilibrado das nações, pois afinal ele próprio estava fazendo a lição de casa, tirando dezenas de milhões de pessoas da pobreza, ampliando o mercado consumidor, investindo como nunca em infraestrutura e habitação, criando uma rede de proteção para os mais frágeis, e reservando a maior parte dos recursos da monumental reserva de petróleo da camada do pré-sal para a educação e a saúde, cumprindo assim, com os objetivos da magnífica Carta Constitucional promulgada em 1988. 

Foi uma década de avanços sociais e econômicos como nenhuma outra. 

Foi, porém, um sonho, interrompido pelas forças que sempre conspiraram contra o progresso do país. 

Hoje, o Brasil nem é mais o país do carnaval, o país do futebol, das praias e mulatas. 

Tampouco o gigante bobo - ou o país do futuro. 

O Brasil hoje é tão simplesmente o refúgio dos canalhas, a fonte de onde brotam o escárnio, a hipocrisia e o cinismo. 

Um aconchegante lar para larápios, escroques e bandoleiros de variados tipos. 

Uma vergonha universal, um escárnio a toda ideia de civilização. 

O Brasil deixou de ser uma nação para se tornar um ajuntamento onde as pessoas se obrigam apenas a sobreviver, de qualquer maneira, a qualquer custo.

Fonte GGN

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sábado, 20 de maio de 2017

'DIRETAS, JÁ!' OU DIRETAS, NUNCA!


O chão firme das ruas precisa se materializar em multidões mobilizadas e no consentimento majoritário catalisado por um programa de emergência capaz renovar a confiança na democracia para dar ao desenvolvimento a sua destinação social. O tempo urge. As ruas precisam falar. E o que disserem deve ter a pertinência capaz de repactuar a nação com um novo projeto de futuro.

Como ocorreu no final da ditadura, as elites fazem qualquer coisa para não entregar a transição de um ciclo de desenvolvimento que se esgotou ao voto popular



Por Saul Leblon

O noticiário contraditório que oscila entre o descarte de Temer e a sua manutenção --como um vigia bebado do precipício ao qual o país foi reduzido pela irresponsabilidade golpista das suas elites, evidencia a saturação das ferramentas conservadoras.

Mas não deve iludir: a elite golpista sabe onde quer chegar, embora deixe transparecer a saturação dos meios à sua disposição.

Se preciso, pode até levar ao sacrifício algumas peças para afiar a guilhotina desgastada e decepar os direitos políticos de Lula; colocar Meirelles ou Gilmar no comando do Estado e concluir as reformas que revogam o escopo de direito sociais e trabalhistas da Carta de 1988.

Feito o trabalho sujo, a nação iria às urnas dentro de um ano e meio desprovidade lideranças reais, eviscerada de músculos e instrumentos institucionais para sair do chão.

Em resumo, com alguma hesitação e riscos inerentes, tenta-se ganhar tempo e espaço político para concluir a operação central do golpe: lancetar o pacto da sociedade nascido sob o impulsoda extraordinária ascensão das massas populares na cena política de 1984, com a Campanha das 'Diretas, Já!'.

A exemplo do que ocorreu naquele final da ditadura, a elite e os interesses dominantes topam agora qquer coisa. Menos entregar a transição de um ciclo de desenvolvimento que se esgotou ao voto popular.

'Diretas, nunca!', bradam as escaladas sulforosas dos telejornais e o jogral diuturno dos jornalões.

Nos anos 80 o clamor por eleições limpas e diretas foi golpeado de dentro do palanque das mobilizações.

Enquanto as praças lotavam em comícios com mais de um milhão de pessoas, como o de abril de 1984 em São Paulo, Tancredo Neves negociava com os militares a candidatura ao Colégio Eleitoral, que garantiriauma transição a frio, como se quer agora.

A Constituinte de 1988 foi o repto das ruas traídas pelo avô de Aécio Neves.

Na assembléia soberana desaguaram, então, as demandas reprimidas e os clamores sufocados por duas décadas de ditadura militar, fraudados após as mobilizações das ‘Diretas Já'.

A Constituição Cidadã vingou em parte a derrota popular no Colégio Eleitoral.

Abrigou-se nela aquilo que  Ulysses Guimarães, o 'Senhor Diretas', um liberal sincero --apunhalado por Tancredo que lhe roubou a candidatura, aceitando o pacto conservador-- batizaria de 'a lamparina dos desgraçados'.

É essa lamparina de direitos dos desgraçados --bruxuleante até que o ciclo de governos do PT lhe deu o pavio de recursos para se materializar em políticas sociais-- que se pretende apagar agora com o extintor das 'reformas de mercado'.

Por isso as instituições estão em frangalhos e desmoralizadas.

Do Executivo ao Legislativo, dominado por uma escória argentária, passando por um judiciário partidarizado, longe de ser confiável como suprema instância, o dinheiro dá as cartas e os cortes.

O resultado desenha uma cova coletiva no perímetro social, econômico e geopolítico da oitava maior economia da terra.

Um em cada quatro brasileiros estão desempregados ou subocupados.

Em 52% dos lares há algum demitido ou dívida atrasada, diz pesquisa da Nielsen.

A retração de 50% nas consultas para tomada de recursos no BNDES compõe o indicador antecedente da rota depressiva de longo curso lavrada pela ganância patronal nas entranhas da economia.

A Lava Jato venceu seu prazo de validade como biombo para o assalto dos corruptos ao poder em nome do combate à corrupção.

A cada dia mais exala da República de Curitina o cheiro podre do viés unilateral. Dependesse de Moro & seus procuradores, nem Aécio,nem Temer seriam flagrados na radiografia do que são edo complô que simbolizam.

É preciso mudar para manter as coisas no mesmo lugar.

É nesse trânsito farsesco patrocinado pelas elites que a rua emerge como o único chão firme de legalidade e poder num país acuado no presente e desprovido de futuro.

Retornar à legalidade original das ruas sempre foi o último recurso dos povos para virar a página de enredos anacrônicos que insistem em sobreviver como formas mórbidas.

É o caso hoje de uma sociedade submetida à cavalgada de um governo antinacional e antissocial e à retroescavadeira de um parlamento de despachantes de aditivos a soldo dos mercados.

O chão firme das ruas precisa se materializar em multidões mobilizadas e no consentimento majoritário catalisado por um programa de emergência capaz renovar a confiança na democracia para dar ao desenvolvimento a sua destinação social.

É nessa encruzilhada de desafios que avulta a urgência de uma fusão entre a ‘crítica das armas e as armas da crítica’, de que nos falava um especialista alemão em motores da história.

O desafio primal dos dias e noites tensos que viveremos pode ser resumido na construção dessas linhas de passagem.

Que materializem o peso das ideias na força das ruas, e o peso das ruas em ideias-força, para superar o cativeiro econômico e institucional no qual as elites querem aprisionar o Brasil.

O Fórum 21, a frente ampla dos intelectuais brasileiros, deve caminhar nessa direção. E as lideranças das frentes populares, igualmente.

O tempo urge.

As ruas precisam falar.

E o que disserem deve ter a pertinência capaz de repactuar a nação com um novo projeto de futuro.


Fonte Carta Maior

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A GLOBO É INCOMPATÍVEL COM UM IDEAL DE NAÇÃO DEMOCRÁTICA


É guerra!! As armas são conhecidas: os canalhas que deram o golpe, desmascarados como líderes de quadrilha, possuem contra si filmagens, números de contas bancárias, gravações escatológicas, malas de dinheiros, paraísos fiscais, mesadas, roteiros rastreados etc. Ou o Brasil ou a Globo vence esta guerra.




O Jornal Nacional e a Globo News demoliram Temer, que é um cadáver em estágio terminal na UTI.

Mas a guerra da Globo é contra os subalternos: eleição indireta + continuação das reformas selvagens + destruição do Lula em seguida.

O negócio deles é a continuidade do golpe.

É guerra!!

As armas são conhecidas: os canalhas que deram o golpe, desmascarados como líderes de quadrilha, possuem contra si filmagens, números de contas bancárias, gravações escatológicas, malas de dinheiros, paraísos fiscais, mesadas, roteiros rastreados etc.

Tentam contrabalançar a podridão dos seus com falsidades a respeito das campanhas de Lula e Dilma, porém não apresentam um – um único comprovante, mesmo que microscópico, documento.

Para continuarem o golpe, precisam desesperadamente tirar Lula do caminho.

Por isso a Globo já enterrou o Temer, e rapidamente assumiu o combate frontal contra o campo progressista, democrático e popular.

Por isso é guerra!

Ou o Brasil ou a Globo vence esta guerra. A Globo é incompatível com um ideal de Nação, menos ainda uma Nação democrática.



EU NÃO QUERO O APOIO DESSES CARAS PRA NADA! DEUS ME LIVRE!



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