segunda-feira, 27 de março de 2017

MOVIMENTO QUE SUSTENTOU O GOLPE CHEGA AO FIM DE FORMA MELANCÓLICA


Jornalista Florestan Fernandes Júnior avalia que "a manifestação desse domingo na avenida Paulista foi o gran finale de uma ópera bufa que provocou o maior retrocesso social, politico e econômico da história do país"; "a bandeira da luta contra a corrupção foi apenas o mote para derrubar um governo. Hoje ela já não importa mais para os que manipularam boa parte da população", diz ele




Por Florestan Fernandes Júnior, em seu Facebook

Chega ao fim de maneira melancólica o movimento que deu sustentação ao golpe judicial de Estado no Brasil. A manifestação desse domingo na avenida Paulista foi o gran finale de uma ópera bufa que provocou o maior retrocesso social, politico e econômico da história do país. 

A plateia foi mínima para um espetáculo que não vai deixar saudades. A bandeira da luta contra a corrupção foi apenas o mote para derrubar um governo. Hoje ela já não importa mais para os que manipularam boa parte da população. 

Nem os Patos sobreviveram ao "novo velho tempo" que promete aumentos de impostos que garantirão o lucro fácil do setor financeiro. 

A camisa da CBF volta para o fundo do armário, as panelas voltam para sua função original e nós brasileiros, como no teatro do absurdo, continuamos esperando Godot, continuamos esperando o nada. 



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O "BOLSA ASSESSORIA" (MAIS UMA DE TAQUES)


Eis mais uma “nova” do Taques que justifica o titulo deste texto: O montante de dinheiro público gasto pelo governo em assessorias me assusta. É desperdício de dinheiro (ou algo pior, senhores promotores de Justiça), é a confissão da inexistência de planejamento, e abandono da estrutura estatal competente para essa tarefa.



RD News

Queiram ou não, os politicoides profissionais, que, para exercer a boa política (a arte de bem governar os povos), é preciso que se tenha uma vigilante consciência crítica. É por isso que, há anos, venho afirmando aos concidadãos mato-grossenses que o verdadeiro e o mais elevado exercício de cidadania não é nem tanto o simples ato de votar, mas sim o de fiscalizar, e, se preciso, denunciar àqueles agentes públicos que elegemos, e a isso chamo de controle social.

Se o sujeito que recebeu nosso mandato “pisa na bola”, é justo que se faça a crítica, que chutemos o pau da barraca, e que ponhamos a boca no trombone. Dai, não me venham dizer os bate-paus e lambe-botas do poder que se trata de algum desafeto, ou de um adversário político, mas sim de um eleitor decepcionado exercendo a cidadania.

Se não temos o instituto do recall para a revogação de mandatos eletivos (chamo isso de “desvotar”), e se aquele que eu votei me decepcionou, como fez o Pedro Taques, é licito que eu o desvote todos os dias enquanto durar o seu mandato, desfazendo, desse modo, o poder a ele concedido para agir em meu nome.

No Brasil da plutocracia, alguém que se declare anarco-comunista, ou socialista libertário, vivenciará na pele as dificuldades de sobreviver com o mínimo de dignidade. Em um país tão injusto como o nosso, onde a solidariedade é discriminada e a consciência crítica criminalizada, permanecer otimista é um exercício diário de resistência. E é assim que me sinto, quando aos trancos e barrancos, venho tentando todos os dias ser resiliente, procurando forças para superar obstáculos e insistindo em encontrar lampejos de honestidade nas pessoas, sinceridades nos seus gestos, e, dessa forma, renovar a cada momento minhas utopias.

Infelizmente, encontrar coisas boas no governo Taques é um desafio hercúleo, pois, diariamente ele insiste em atuar contra a lógica da boa política e dos critérios de uma administração verdadeiramente eficiente. Como temos visto até aqui, é difícil crer que haja qualquer racionalidade em seu planejamento político ou administrativo. Mesmo assim, ele anda acenando que deseja sua reeleição.

Mas como almejar um novo mandato de governador se este nem sequer começou (do ponto de vista de executar as obras prometidas, e de planejar o presente e o futuro do Estado de Mato Grosso)? Da maneira como tem agido, Taques vem se transformando passo a passo naquilo que sempre criticou: um político carreirista, que mal começa um mandato e já pensa no próximo sôfrego eleitoral.

Eis mais uma “nova” do Taques que justifica o titulo deste texto: O montante de dinheiro público gasto pelo governo em assessorias me assusta. É desperdício de dinheiro (ou algo pior, senhores promotores de Justiça), é a confissão da inexistência de planejamento, e abandono da estrutura estatal competente para essa tarefa.

A última notícia é que ele vai gastar R$ 8 milhões para auditar a folha de pagamento, e até já publicou o aviso de abertura de concorrência pública para contratação de empresa que fará consultoria e análise de conformidade (legalidade) na implementação de melhorias na estrutura, processos, políticas e sistemas relacionados à elaboração e consolidação da folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado.

O caso é grave por diversos motivos, e entre eles podemos citar que o Tribunal de Contas faz esse mesmo trabalho todos os anos, a Controladoria Geral do Estado também, e de forma permanente. Há inúmeros problemas detectados nessa área, que já foram, inclusive, objetos de recomendações, e nunca foram implementados pelo governo.

Então, é bem provável que uma empresa seja contratada e receba esses valores milionários vai pegar os relatórios feitos pelas entidades de controle e “entregar” a assessoria ao governo. Quero dizer que não me surpreendo com o que vejo, mas não me conformo com a passividade das pessoas que estão assistindo o dinheiro público ser rasgado e não tomam nenhuma providência.

Vão pagar a bagatela de R$ 8 milhões por um serviço que já foi feito!

Pagar assessoria para empresa privada é uma nova forma de “Bolsa Auxílio”, criação genuína do senhor Pedro Taques, e uma das práticas mais conhecidas dessa gestão. Vou lembrar de um ou dois casos, que as pessoas já esqueceram, e o Ministério Público sequer investigou (ou fará, depois que cessarem os repasses do duodécimo, causado por “pane seca orçamentária”?).

Quando a primeira versão da turminha do PSDB dominava a Secretaria de Educação, se valendo dela como instrumento para pagar despesas de campanha eleitoral, a pasta gastou a milionária quantia de R$ 9,5 milhões para pagamento de assessorias, e tudo sem licitação.

Parece que um desconhecido Instituto de Desenvolvimento Gerencial planejou um tal “método de gestão para resultado” e, para isso, recebeu R$ 5,9 milhões. Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi contratada para avaliar a qualidade de ensino em 50 escolas de Mato Grosso.

Quero só lembrar que a SEDUC pagou pelo tal serviço, para o Instituto Gerencial, a quantia de R$ 5 milhões, e esse mesmo serviço se pretende contratar pela Secretaria de Gestão ao custo de R$ 8 milhões. Será que estou vendo coisas?

O interessante é que o resultado dessa assessoria jamais foi divulgado e, se for comparado ao trabalho pago, com o que já existia de recomendação dos órgãos de controle, muitas “coincidências” podem indicar que se pagou por um serviço que já havia sido feito pelas estruturas estatais.

Um outro gasto com o “Bolsa Assessoria” foi “enterrado” no VLT.

Lembremos que Pedro Taques, ainda no início de 2015, decidiu contratar uma empresa de assessoria pelo valor de R$ 4,3 milhões, isso apenas para orientar sobre os prazos e custos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O bolão foi disputado por dez empresas, e é claro que os relatórios dos órgãos de controle foram à base para o “serviço de assessoria”.

É quase impossível ser otimista com esse governo, quando vemos essa fortuna ser jogada no ralo do desperdício em suspeitíssimos contratos com dispensa de licitação, enquanto jovens gestantes dão a luz a bebês com microcefalia porque não se combateu a dengue.

Por mais revoltante que seja esse quadro, nada é comparável a vergonha de se ter um governador que está entre um dos golpistas de primeira hora, e o pior, se orgulhar disso. Mas quem apoiou um golpe contra a democracia e continua defendendo um governo ilegítimo que afronta conquistas históricas dos trabalhadores, como o fim da CLT e a destruição do INSS, por exemplo, é capaz de qualquer malvadeza contra o seu povo.

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News

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NINGUÉM NA RUA: MANIFESTAÇÃO DOS COXINHAS GOLPISTAS FOI UM FRACASSO


O que explica o desinteresse da classe média ao chamamento dos seus movimentos de direita? O motivo principal é o mais óbvio possível: a classe média, que tantas vezes correu iludida para as ruas, vestindo a camisa amarela da CBF e portando o patinho de borracha da Fiesp, acordou do sonho dentro de um pesadelo. Parte significativa da classe média é formada por funcionários públicos e eles estão sob a ameaça de perdas de todo tipo: o congelamento dos salários para atender ao ajuste fiscal, o fim da aposentadoria, a perda de garantias trabalhistas. Outra parte significativa desse grupo, é a de profissionais liberais, pequenos empresários e negociantes, igualmente triturados pela crise. Enfim, são muitas pauladas na cabeça


Com muito carro de som e baixa participação popular, protestos do domingo demonstraram que a classe média cansou de ser iludida

O Cafezinho 

A Avenida Paulista esteve congestionada de caminhões, com nada menos que seis trios elétricos gigantescos (o que mostra que os grupos estão muito bem financiados). Curiosamente, contudo, faltaram manifestantes para preencher o vazio na frente do Masp, como revelam as imagens do protesto. Como previsto, os números do Facebook apontavam um grande desastre para o MBL e o Vem Pra Rua nas manifestações deste último domingo (26). As primeiras coberturas já confirmaram essa análise.

O UOL publicou, ainda no domingo, reportagem com o título: Em protesto com baixa adesão, manifestantes defendem Lava Jato e criticam Congresso.

Folha de S.Paulo falou em "baixa adesão", mas isso é puro eufemismo. Na verdade, se trata de uma completa deserção da classe média dos seus "movimentos" de direita. Foi a mesma conclusão que se tira dos dados expostos pela Globo na reportagem Cidades pelo país têm manifestações a favor da Lava Jato neste domingo. A arrogância da direita recebeu um duro golpe e, daqui para frente, terá que andar com a crista muito baixa.

E isso terá grandes consequências, é óbvio, para a Lava Jato. A começar pela retomada no Congresso da lei de abuso de autoridade. Dificilmente, embora venha desconversando, (o presidente do Senado) Eunício Oliveira (PMDB-CE) deixará de votar a lei, nesse momento de enfraquecimento da Lava Jato e de indiferença da classe média pelo combate à corrupção.

O que explica o desinteresse da classe média ao chamamento dos seus movimentos de direita? O motivo principal é o mais óbvio possível: a classe média, que tantas vezes correu iludida para as ruas, vestindo a camisa amarela da CBF e portando o patinho de borracha da Fiesp, acordou do sonho dentro de um pesadelo. Parte significativa da classe média é formada por funcionários públicos e eles estão sob a ameaça de perdas de todo tipo: o congelamento dos salários para atender ao ajuste fiscal, o fim da aposentadoria, a perda de garantias trabalhistas. Outra parte significativa desse grupo, é a de profissionais liberais, pequenos empresários e negociantes, igualmente triturados pela crise. Enfim, são muitas pauladas na cabeça.

Em troca do combate fictício, ou, no máximo, pontual e seletivo, à corrupção, as massas da classe média descobrem que serão tratadas como cães danados. Ou seja, a pauladas.

Serviram de recheio, de massa de manobra, formaram as legiões de zumbis amarelos que gritavam vivas à PM e aos militares, e pediam o fim do governo Dilma. Mas, mal acabaram as tomadas abertas, em que era preciso uma multidão de figurantes (tão idiotas que até compraram a indumentária e bancavam o deslocamento para as locações), a deslumbrada classe média foi posta entre os alvos a serem liquidados.

Ela já pode se preparar para se tornar uma "nova classe média". Aquela classe média que, no projeto de Lula, cabia aos pobres periféricos (mas para eles tornar-se "nova classe média" era ascensão social), é o que Temer projeta para o futuro da classe média atual, ou seja, poderão comprar seus eletrodomésticos no Magazine Luiza e pagar o plano do smartphone. Não muito mais que isso.

Ela já deve ter começado a sentir uma imensa saudade dos anos de Lula e do PT em que foi, infelizmente, paparicada e tratada a pão de ló. Nesse período, toda a frota de veículos da classe média foi trocada, muitos compraram carros de luxo, a maioria viajou ao exterior, com os altos salários, em especial no funcionalismo público, a classe média investiu em imóveis e deu o pontapé inicial para os filhos prosperarem nos negócios.  Agora tudo ruiu.

Com o nítido recuo da classe média das ruas, quem mais perde cobertura é a Lava Jato. Apavorada diante da perspectiva de votação da lei contra o abuso de autoridade, não será surpresa se, já na próxima semana, comecemos a deparar uma avalanche insana de vazamentos contra os políticos à frente da mobilização em favor daquela lei.

Se a lei for aprovada, é provável que já no dia seguinte, Moro diga a nação que, como já havia anunciado mais de uma vez, está cansado e precisa de alguns anos de férias. Aproveitará o descanso para estudar nos Estados Unidos. Feito isso, então, passará a ocupação para outro. E esse pode bem ser o lúgubre fim da Lava Jato.

Fonte O Cafezinho

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domingo, 26 de março de 2017

O POVO QUER MAIS DEMOCRACIA, "FORA TEMER" E MAIS DIREITOS!


O povo quer "Fora Temer", "Não à reforma da previdência", "não à reforma trabalhista", e "não à terceirização". E os golpistas querem apoio ao governo, diz o jornalista Laurez Cerqueira, ao comentar o protesto marcado para este domingo, organizado por grupos que ajudaram a articular o golpe de 2016; segundo ele, o protesto deveria ser cancelado, porque muitos brasileiros que foram às ruas no passado já se deram conta de que foram enganados; "Mentira tem pernas curtas. Finalmente a construção do golpe está se desmanchando. Vamos à greve geral, às ruas, dia 31 de março. A verdade vencerá" 


Por Laurez Cerqueira, em seu Facebook

A manifestação de amanhã, convocada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), pelo Vem Pra Rua e pelo Revoltados Online, bastante agitada na internet, deve ter sido cancelada porque, evidentemente, as pessoas que foram às ruas para apoiar a derrubada de Dilma devem ter percebido que foram enganadas, usadas para o golpe de Estado.

O povo quer "Fora Temer", "Não à reforma da previdência", "não à reforma trabalhista", e "não à terceirização". E os golpistas querem apoio ao governo.

A gravação de um vídeo pelo juiz Sérgio Moro agradecendo o "apoio" do povo, e veiculado nas redes sociais na semana passada foi sintomático. Sinal de desespero, de que perderam apoio popular.

Mentira tem pernas curtas. Finalmente a construção do golpe está se desmanchando.

Vamos à greve geral, às ruas, dia 31 de março. A verdade vencerá.

Fonte  Laurez Cerqueira, em seu Facebook


COXINHAS GOLPISTAS, MIDIOTAS, MILITONTOS E NAZI-DOIDOS:




quinta-feira, 23 de março de 2017

Terceirização sacramenta o pacto de dominação escravocrata


A terceirização geral e irrestrita é a continuidade do golpe que cada vez mais vai dissolvendo o país e hipotecando seu futuro enquanto Nação. Nos momentos de queda da rentabilidade e da taxa de acumulação capitalista, a oligarquia brasileira – que é, na sua essência, rentista e patrimonialista – não renuncia inclusive a métodos golpistas e autoritários para impor à classe trabalhadora sacrifícios brutais e desempatar a seu favor o conflito distributivo. O golpe é a expressão do pacto antidemocrático de dominação burguesa que está retrocedendo o Brasil ao século 19. Esta oligarquia fascista assassinou não só o Estado de Direito, mas o ideal de um Estado de Bem-Estar.




Por Jerfeson Miola

A terceirização geral e irrestrita aprovada pela maioria de deputados é um passo neural no aprofundamento do golpe. Ela sacramenta o pacto de dominação escravocrata das classes dominantes.

Por dentro do regime de exceção, as classes dominantes estão impondo aos subalternos sacrifícios brutais, que poderão perdurar por muitos anos.

A terceirização transforma o trabalhador presente e futuro em bóia-fria, e faz o país retroceder ao padrão da exploração oligárquica do século 19, penalizando, sobretudo, o trabalhador mais pobre:

-na prática, a tendência é de que o trabalho formal, regular e protegido acabe e seja substituído pelo contrato temporário de trabalho;

-na vida real, os trabalhadores terão o direito constitucional ao trabalho [art. 6º da CF] assegurado por apenas, no máximo, 9 dos 12 meses do ano, porque os capitalistas poderão assinar um contrato temporário de até seis meses e renová-lo por mais três meses. Depois disso, o trabalhador terá de cumprir uma quarentena de três meses para poder ser novamente contratado [explorado] de maneira temporária;

-os trabalhadores estarão condenados ao desamparo por três meses ao ano: sem salários, sem contribuição previdenciária, sem FGTS, sem nenhum direito trabalhista, sem férias, sem 13º salário, sem assistência e sem dignidade;

-o trabalhador será convertido em escravo disponível em tempo integral para o patronato, sem nenhum direito e pagamento. Isso porque o contrato de trabalho temporário não precisa ser executado de modo consecutivo – pode ser cumprido em períodos de tempo alternados, como nas contratações por safras agrícolas;

-a escassez estrutural do direito ao trabalho causará o efeito nefasto da competição predatória no interior da classe trabalhadora;

-como o trabalhador só terá o direito de ter direito ao trabalho durante 9 meses – 75% do ano – então ele terá de fazer contratos temporários por 65 anos e 4 meses [e não os já absurdos 49 anos] para se aposentar aos 80 anos, de acordo com a reforma previdenciária dos golpistas.

A terceirização geral e irrestrita é a continuidade do golpe que cada vez mais vai dissolvendo o país e hipotecando seu futuro enquanto Nação.

O projeto aprovado pela maioria de deputados golpistas, elaborado em 1998 [período FHC], elimina a CLT e torna inútil a reforma trabalhista. Mesmo a maior violência da reforma trabalhista – a preponderância do negociado sobre o legislado – é muito mais branda que a pena de sujeição humilhante do fragilizado e escravizado trabalhador ao seu senhor feudal.

Nos momentos de queda da rentabilidade e da taxa de acumulação capitalista, a oligarquia brasileira – que é, na sua essência, rentista e patrimonialista – não renuncia inclusive a métodos golpistas e autoritários para impor à classe trabalhadora sacrifícios brutais e desempatar a seu favor o conflito distributivo.

O golpe é a expressão do pacto antidemocrático de dominação burguesa que está retrocedendo o Brasil ao século 19. Esta oligarquia fascista assassinou não só o Estado de Direito, mas o ideal de um Estado de Bem-Estar.



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NUM PAÍS DESIGUAL COMO O BRASIL, A TERCEIRIZAÇÃO É UM ATO DE CRUELDADE


Veja o patrimônio pessoal da família Marinho, da Globo. Cada um dos três irmãos tem uma fortuna avaliada em 18 bilhões de reais. E no entanto a Globo está na liderança ostensiva entre os que pregam pela redução dos direitos trabalhistas. É como se seus donos não fossem já ricos o bastante. A maior ambição dos magnatas brasileiros é pagar pouco aos empregados. Por isso são tão pouco criativos e tão pouco inovadores. Seu foco é esfolar os empregados, e não produzir coisas de excelência mundial.





Por Paulo Nogueira

Num país desigual como o Brasil, a terceirização é um ato de crueldade.

As empresas ganham e os trabalhadores perdem. Em resumo, é o que acontece.

Em sociedades avançadas, as mudanças nas questões trabalhistas representam, sempre, avanços. Trata-se de aprimorar o sistema de bem estar social.

Na Escandinávia, a licença maternidade dura mais de um ano. Os pais também têm direito a se ausentar do trabalho por um bom período.

No Brasil de Temer e da plutocracia predadora, alterações são sempre para subtrair a parcela dos trabalhadores na riqueza nacional.

Na ditadura, era atribuída ao então czar da Economia, Delfim Netto, uma sentença reveladora daqueles tempos sinistros: “O bolo tem que primeiro crescer para depois ser distribuído.” 

O problema, aí, é que na visão rapinadora da os ricos o bolo jamais cresce o suficiente para que seja repartido.

Isso significa que os plutocratas vão ficando indefinidamente cada vez mais endinheirados.

Veja o patrimônio pessoal da família Marinho, da Globo. Cada um dos três irmãos tem uma fortuna avaliada em 18 bilhões de reais.

E no entanto a Globo está na liderança ostensiva entre os que pregam pela redução dos direitos trabalhistas. É como se seus donos não fossem já ricos o bastante.

A maior ambição dos magnatas brasileiros é pagar pouco aos empregados. Por isso são tão pouco criativos e tão pouco inovadores. Seu foco é esfolar os empregados, e não produzir coisas de excelência mundial.

O único obstáculos que eles encontram por vezes para sua ganância infinita é algum presidente com visão social.

Então tratam de sabotá-lo. Foi assim com Getúlio, com Goulart, com Lula e com Dilma.

Inventam uma campanha pela moralização e, pela mídia, carimbam nos líderes progressistas o rótulo de corruptos incorrigíveis. Depois manipulam os analfabetos políticos da classe média e o serviço está pronto.

A democracia que se dane. Com Dilma foram incinerados 54 milhões de votos de brasileiros que NÃO queriam coisas como a terceirização.

Temer foi colocado ali apenas para fazer o serviço sujo: tirar um pedaço do bolo de quem já tem tão pouco.

Muitos dos que marcharam contra Dilma sob o estímulo da mídia plutocrata devem estar já com saudade dela. Ou em breve vão estar, porque serão atingidos por coisas como a terceirização.

Bem feito.



PELO FIM DA APOSENTADORIA E PENSÕES PARA POLÍTICOS


Chega de privilégios para quem só produz perversidades. Vamos acabar com as aposentadorias e pensões dos políticos




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